Depois que o Senhor deu o novo nome a Abraão, no mesmo capítulo da Bíblia vemos que Ele se ocupa com Sarai. Em outras palavras: "Abraão, sua mulher faz parte da bênção!" Seu nome Sarai já tinha um significado bonito: "Minha princesa". Sara significa "mãe fecunda de povos". A maravilha é que Abraão e Sara se contentaram unicamente com a Palavra de Deus, sem ver, sem provar, sem sentir e sem experimentar. Essa é a fé que precisamos em nossos dias. Não vemos muito. Sua Palavra, Sua promessa deve ser suficiente para nós. "Sim, Senhor, eu creio!" Porque Abraão e Sara creram, o Senhor os renovou, e eles puderam ser pai e mãe de muitos povos. O Senhor também quer fazer isso em sua vida! Mas o que você vai fazer com o bonito nome de "cristão" se você não quiser carregar a cruz de Cristo? Você deve crer na Palavra e levar a sério o discipulado, e então será fecundo e sua vida será multiplicada por milhares.
CNPJ: 16.906.157/0001-10
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
NOS BASTIDORES DE UMA IGREJA HEREGE NOS BASTIDORES DE UMA IGREJA HEREGE
No caso, tratava-se de uma jovem, que frequentava a igreja de um dos pastores mais conhecidos do país, que durante muitos anos foi extremamente bíblico, mas que de uns tempos para cá começou a criar umas teologias e a confessar umas crenças tão bizarras que chegou a ser demitido de uma revista onde tinha uma coluna há anos, perdeu montes de membros e caiu no descrédito entre os setores mais sérios da Igreja. Como ele mesmo se intitulou, é o “herege da vez”. Criou uma filosofia esdrúxula, chamada Teologia Relacional, que defende que Deus abriu mão do controle absoluto sobre o mundo e, portanto, as tragédias que ocorrem não estariam sob sua soberania. Em outras palavras, esse pastor, que parece ler mais Vinícius de Moraes do que a Bíblia, roubou do Criador do universo a sua soberania e sua onipotência. E, com isso, tornou-se um heresiarca.
Pois bem, essa minha pessoa amiga (a quem vou chamar de Sílvia para preservar sua identidade) frequentou alguns anos atrás a igreja desse pastor, em São Paulo, na época em que ele ainda seguia a Bíblia. Mudou-se de cidade e passou a frequentar outra igreja. Recentemente conheceu por acaso alguém que era seguidora desse pastor que se tornou herege – a quem chamaremos de Luciana, um nome fictício. Se conheceram num restaurante, apresentadas por amigos, mas Sílvia logo ficou chocada, pois a “cristã” Luciana “estava falando uma dúzia de palavrões e falando de encher a cara”, como me relatou.
Começaram a conversar, descobriram vários conhecidos em comum e, na volta pra casa, pegaram o mesmo transporte público. Sílvia estava interessada em fazer amizade com Luciana, afinal, como me contou, “ela era a pessoa que mais tinha chance ali naquele meio de ter alguma coisa em comum comigo!”. Foi quando ela fez uma única pergunta que, relatou-me, “desencadeou um discurso todo que me fez muito mal”. Ela simplesmente perguntou se Luciana costumava ir todos os domingos à igreja do tal pastor. A resposta dela foi:
“Não muito… prefiro ir aos cultos durante a semana. Não gosto muito do culto de domingo, sabe? Aquela coisa toda no final da mensagem, aquele apelo… acho nada a ver!! Prefiro ouvir a mensagem do Pastor Fulano pela internet. Aí já não vem com aquela parte do apelo e tals, só a mensagem mesmo!”. Bom, até aí podemos dizer que o dano era leve. Essa jovem simplesmente não gostava de participar dos cultos, preferia só ouvir as mensagens. Errado, mas não chega a mandar ninguém para o inferno.
Só que aí Luciana disparou a pérola: “Ouvi uma vez um pastor dizendo que se não andamos exatamente do jeito como Cristo quer estamos a caminho das trevas. Muito radical isso!! Até acho que quando a gente faz uma coisa errada ali ou aqui nós estamos mais sujeitos a errar mais, mas isso não quer dizer que vou ser condenado por isso, não é!?”
As palavras de Silvia diante disso, conforme me disse, foram: “Eu não sabia nem o que responder. Entrei em estado de choque. Comecei a me desesperar e pensei comigo mesma: ‘meu Deus, como eu posso ajudar essa pessoa?!’”. Só que a coisa não parou por aí. A discípula do herege continuou: “É por isso que eu gosto da igreja X. Eu vou pra lá e ninguém me cobra nada. É uma igreja que não faz a gente se sentir culpado, sabe? Eu gosto de coisa mais racional, acho que quando começa a entrar demais no lado emotivo da coisa já não fica legal. Meu namorado, por outro lado, gosta dessa coisa mais emotiva, fervorosa. Ele gosta da igreja Y… Cada um tem seu gosto, né?’
Silvia me disse que sentiu uma dor profunda no coração. Ela percebeu que aquela jovem via igreja como uma mercadoria. Continuou me contando: “Eu estava ali, diante de uma alma que se acha salva, mas completamente perdida no mundo” e ficou pensando no quanto a Igreja de Cristo carece de bons líderes que venham discipular seus fiéis, que venham a alertá-los sobre os males da vida e de como devemos lidar com o mal que vive em nós.
“Me frustrei muito por saber que ela é uma ovelha de uma igreja à qual já pertenci. Sei que o Pastor Fulano tem se perdido muito, pregando heresias e queimando o seu filme não só com pessoas que o admiravam, mas principalmente com Deus!” E então soltou a frase que eu achei emblemática: “Ele era um gênio que se perdeu na sua inteligência”.
Foi quando me relatou que esse tal pastor, que tem atualmente mais de 26 mil seguidores no twitter (o que penso ser uma influência extremamente temerária), sempre teve uma tendência a entrar em méritos mais filosóficos na Bíblia. “Lembro que suas pregações eram longas. Conseguia extrair de um versículo só coisas que nunca teriam passado pela minha cabeça. Na época em que frequentávamos a igreja que ele lidera, eu apreciava muito a sua pregação. Eu tinha apenas 11 anos, mas gostava de ouvi-lo pregar”.
Foi quando Silvia, em suas reflexões comigo, fez a pergunta que, em minha opinião, resume tudo: “Fiquei pensando: quantos pastores como ele têm deixado de pregar coisas que realmente façam um efeito bom em nossas vidas?”. Ah, Silvia, eis a questão! Esse é o grande mal de frequentar ou dar ouvidos a um pastor que fala de amor, de poesia, de coisas lindas… mas prega heresias. O que, aliás, os espíritas também fazem. Ou os budistas. Ou os hindus. O grande mal é que o efeito de suas pregações no sentido de nos aproximar do Cristo da Bíblia é nulo. Nos aproximam de um cristo. Mas que não é o da Bíblia. É um ídolo de gesso, poético e bondoso, mas sem vida e sem capacidade de conceder vida eterna.
Sílvia terminou seu relato com um lamento. “Ouvir de alguém que ‘gosta de frequentar tal igreja porque ali ela não se sente culpada’ foi muito triste”. Mas há uma explicação para isso, Silvia: naquela igreja não se prega o Evangelho de Jesus Cristo. Pois a verdadeira mensagem da Cruz conduz o pecador ao arrependimento. Que faz sim quem cometeu um delito desenvolver um sentimento de culpa que só pode ser apagado mediante a graça de Deus e o verdadeiro arrependimento. Mas em algumas igrejas só se prega amor… ou prosperidade… ou qualquer outra coisa que não conduza o pecador a se arrepender de sua miséria. O destino eterno dos tais certamente não é ao lado do Senhor – e quem diz isso não sou eu, é a Bíblia.
Silvia ainda tentou falar para a jovem sobre a igreja que frequentou por seis anos após deixar a membresia do pastor que virou herege, igreja essa onde há ênfase no estudo da Palavra. Disse a Luciana como fazer parte daquela família de fé nos cultos, mas também participando do ministério, servindo a Deus, a transformou. “Mas ela não deu a mínima….soltou um ‘ahn..legal!’”. Meu irmão, minha irmã, isso é o que ocorre se você frequenta uma igreja onde o que é pregado é Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, Mamom, Gandhi, Platão, Sócrates, Descartes ou qualquer outro que não o Nosso Senhor e Salvador Todo-Poderoso Jesus Cristo: Ahn…legal. E só.
Terminei de ouvir o relato de Silvia triste. Muitas vezes somos criticados por criticar esses homens e essas mulheres que lideram centenas, que transmitem suas filosofias lindas mas apócrifas para milhares de seguidores nas redes sociais, para milhares de telespectadores na TV ou pela rádio, ou que simplesmente sobem num púlpito para disseminar fogo estranho. Mas é quando ouvimos um relato desses que ganhamos ímpeto de escrever mais um post no blog, publicar mais um livro que ensine a sã doutrina, pregar com mais ênfase sobre as verdades do Reino de Deus, dar aulas mais profundas sobre a fé. Pois dói. Dói ver gente ser enganada e pessimamente discipulada. Sílvia terminou seu relato compartilhando minha dor: “Parece que dói mais saber de pessoas assim do que aquelas que refutam Cristo como Salvador. Perdidos que se acham salvos..”.
É isso: nos bastidores de uma igreja herege, onde “ninguém cobra nada, que não faz a gente se sentir culpado”, você vai encontrar legiões e mais legiões de perdidos que se acham salvos. E aí, no dia em que chegarem diante do trono do Rei dos Reis para prestar contas, creio que, por terem seguido um falso cristo, ouvirão: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade, pois nunca vos conheci”. E o que elas saberão responder será apenas: “Ahn…legal”.
Paz a todos vocês que estão em Cristo
***
Maurício Zágari é jornalista, escritor e editor do blog Apenas.
Maurício Zágari é jornalista, escritor e editor do blog Apenas.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Lucas 6:20-38
Como falam a nós estes ensinamentos do Mestre! Deixemo-los penetrar profundamente em nossos corações e, sobretudo, vivamo-los! A maioria desses ensinamentos se encontram em Mateus 5-7; mas aqui a mensagem é mais pessoal. Não é dito aqui "Bem-aventurados os que...", mas "Bem-aventurados vós..."
O versículo 31 resume as exortações dirigidas a "vós outros que me ouvis" (v. 27): "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles" (v. 31). Os nossos semelhantes seriam melhor tratados se obedecêssemos a esta exortação!
Todos estes traços de caráter são estranhos à nossa natureza orgulhosa, egoísta e impaciente. O Senhor enfatiza que essas são as características de Deus mesmo, e por elas seremos conhecidos na Terra como filhos do Pai celestial (v. 35-36). Não teremos oportunidade de manifestá-las no céu, visto que ali não haverá inimigos para amar, nem injustos para suportar, nem miseráveis que consolar. A nossa responsabilidade e privilégio são de sermos semelhantes ao Senhor Jesus aqui na Terra, de refletir a mansidão, o amor, a humildade e paciência de nosso perfeito Exemplo, "pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado, não fazia ameaças..." (1 Pedro 2:21-23).
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
"...Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder." (2 Timóteo 3.5)
Por que o crente dos nossos dias procura cada vez mais as coisas segundo sua aparência? Por que a fachada é defendida com paixão cada vez maior, enquanto a essência, aquilo que é verdadeiro e real se apaga mais e mais? E assim o engano aumenta a cada dia que passa. Isso acontece cada vez mais porque a revelação do cristo aparente, o anticristo, não está muito longe. Quanto mais andarmos na luz, em oração com a Palavra de Deus, tanto mais saberemos a diferença entre o verdadeiro e o falso, entre o que é essencial de verdade e o que é só aparência. Aquele que tem o Espírito de Deus tem o espírito da verdade; este tem a unção do Espírito e não é necessário que alguém lhe ensine. Isto quer dizer: quando essa pessoa chega a uma igreja, ela tem o discernimento para avaliar se de fato Jesus Cristo é o centro dessa igreja ou se ali se cuida apenas da aparência. Nesse contexto, quero fazer uma séria advertência: no exato momento em que ocorrer o arrebatamento, ocorrerá a separação entre o falso e o verdadeiro, entre o crente renascido e o cristão nominal. Por isso faço a pergunta: a sua crucificação interior com Jesus Cristo está sendo uma realidade no dia-a-dia?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
"Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos." (2 Timóteo 2.8)
Tudo está sujeito à morte. A qualquer esforço humano falta a força ordenadora. Esse fato está na nossa frente. O progresso produzido pela mente humana, todo o conhecimento, levou o mundo ao caos como nunca antes. Um grupo independente de sábios americanos prognosticou que no futuro a vida não será mais possível para a humanidade, pois então chegará o fim do mundo animal e vegetal.
Neste instante, vem a nosso encontro a Palavra do Senhor: "Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos." A realidade da ressurreição de Jesus restaura novamente todas as coisas na divina ordem. A realidade da Sua ressurreição renova qualquer pessoa que nEle crê. O fato espiritual da Sua ressurreição também garante um novo céu e uma nova terra no futuro. Sim, a verdade da Sua ressurreição prova que Ele é o Filho de Deus. "A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens." Nele há renovação, poder, vida eterna, alegria, ordem divina, vitória. Sem Ele reina o caos. O que devemos, pois, fazer? Procurar a presença de Jesus Cristo, que ressuscitou dentre os mortos! Louvado seja o Seu santo nome – Ele de fato ressuscitou!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." (1 João 1.7)
Quando chegamos à presença da luz, tudo se torna claro. A verdade se manifesta, embora isso seja doloroso. Mas, nessa mesma proporção, nosso interior é purificado pelo sangue de Jesus, de acordo com a citação acima. O grande problema de inúmeras pessoas, não só de pessoas descrentes, mas também de cristãos, consiste em suas tentativas de se apresentarem bem. Isso abrange a vida profissional. Cada um tenta se apresentar da maneira mais favorável possível. Mas se você tenta se embelezar ou melhorar o seu interior por si mesmo, você se afasta da presença de Deus. Os complexos psicológicos e os obscuros sentimentos de impotência e inferioridade vêm porque você ainda tenta se apresentar diante de Deus com uma aparência melhor do que é na realidade, por lhe faltar um sadio conhecimento de si mesmo. Mas o Senhor rejeita essa tentativa fajuta de renovação. O rompimento das barreiras para uma vida verdadeiramente nova só se torna realidade se você estiver disposto a se despir totalmente de sua velha vida, identificando-se de maneira completa com a morte do Senhor Jesus.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
ENCONTRO INESQUECIVEL
Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima
(João 1:39).
Para os dois discípulos de João Batista, esse primeiro encontro com o Senhor Jesus foi um momento inesquecível. Até então haviam seguido o mestre deles, ou seja, João Batista. E estavam presentes quando ele olhou com admiração para o Senhor Jesus e exclamou: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”.
Tais palavras ficaram martelando na mente deles, e como conseqüência, devotaram a vida para seguir o Filho de Deus. Quando o Senhor lhes perguntou: “Que buscais?”, se tornou visível a impressão que Ele causou no coração daqueles homens, pois responderam: “Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras?” Queriam saber onde encontrá-Lo para poderem estar com Ele.
Seu desejo foi realizado: “Vinde, e vede”. Com esse convite, o Senhor os atraiu para segui-Lo. Como poderiam esquecer um encontro assim?
Hoje ainda é possível ter o mesmo encontro, cuja conseqüência é eterna. Quantos sentem o vazio de seu coração ímpio nesse turbulento mundo! Basta aceitar o convite do Salvador: “Vinde, e vede”. Não recuse pensando que haverá muito tempo pela frente, ou que isso é fanatismo. O Senhor Jesus declarou: “O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Ele é o Cordeiro de Deus que sofreu e morreu na cruz do Calvário para que todo aquele que deseja possa encontrá-Lo!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
ENFRENTANDO O LEÃO
Um terrível brado penetra o acampamento. Os nativos aterrorizados gritam: ‘Tomem cuidado, irmãos, o diabo está chegando!’. Porém, o clamor do aviso não ajudará em nada e, mais cedo ou mais tarde, gritos agudos e agonizantes quebrarão o silêncio, e outro homem não responderá à lista de chamada na manhã seguinte.[1]
Era março de 1898 e o estudante de engenharia John Henry Patterson, de 31 anos, estava no Quênia para construir uma ponte ferroviária sobre o rio Tsavo. Logo após a sua chegada, dois cruéis leões devoradores de homens começaram a aterrorizá-lo e a seus trabalhadores. Patterson escreveu em seu diário: “Nada os perturba ou assusta, e eles mostram um completo desprezo por seres humanos, exceto como alimento”.[2]
Essas feras eram tão perspicazes que os trabalhadores nativos começaram a acreditar que realmente eram o Diabo no corpo de leões. Até serem mortos, tinham devorado cerca de 140 trabalhadores.
As Escrituras alertam que Satanás, como um leão, também é um predador que ataca incansavelmente suas vítimas. O apóstolo Pedro, que aprendeu por experiência própria o que é ser usado pelo Diabo, avisou: “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8, cf. Mt 16.23).
Vencer Satanás requer vigilância diária, a cada momento. Uma vida de fé em Jesus Cristo é uma vida de implacável conflito espiritual. Se você falhar em equipar-se para ele, colherá as conseqüências. O alvo de Satanás é devastar a humanidade; mas, ainda mais, aniquilar a vida dos cristãos.
Portanto, os cristãos precisam aprender e usar três princípios essenciais para posicionar-se contra o Maligno: todo cristão precisa (1) manter uma posição firme no conflito, (2) empregar a proteção apropriada para o conflito, e (3) sempre manter uma perspectiva correta do conflito.
Uma Posição Firme
Os leões de Tsavo eram os reis de sua própria terra. Eles enfrentavam qualquer um. As Escrituras chamam Satanás de “o príncipe deste mundo” e “o deus deste século” (Jo 12.31; 2 Co 4.4). Porém, o seu reino está sujeito à vontade de Deus (Jó 1.12). Com isso em mente, a primeira lição na luta é aprender tudo o que você pode sobre seu inimigo: “Nem deis lugar ao Diabo...”; “...para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (Ef 4.27, 2 Co 2.11).
Infelizmente, muitos cristãos são ignorantes, principalmente na doutrina bíblica. Como os leões, Satanás e seus demônios rondam procurando oportunidades de espalhar idéias falsas. A maior defesa é estudar, conhecer e praticar a Palavra de Deus diariamente. Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.31-32). Satanás é um mentiroso (Jo 8.44). O segredo é avaliar todas as coisas pela Palavra de Deus.
Foi uma visão terrível encontrar restos repulsivos dos trabalhadores que haviam sido atacados pelos leões de Tsavo. Patterson prometeu eliminar os leões do local e terminar a sua ponte. Os cristãos precisam ter a mesma resolução e permanecer firmes contra Satanás. Primeiro, ter certeza em seu coração de que o Senhor Jesus verdadeiramente é o seu Salvador pessoal (Jo 3.16). Confesse todos os pecados conhecidos (1 Jo 1.9). Deseje, com a ajuda de Deus, abandonar a prática habitual de todo pecado (Pv 28.13). E, finalmente, renda sua vida e tudo o que você tem a Deus: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
A Proteção Adequada
“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas...” (2 Co 10.3-4).
John Patterson caçou os leões usando um rifle inglês de calibre .303 bolt-action e uma espingarda de caça calibre 12. Ele os avistou diversas vezes, e até os surpreendeu em uma ocasião. Mesmo assim, eles escaparam. Em desespero, ele sabia que precisava usar todo o seu treinamento e sua habilidade com armas para ser capaz de matá-los.
Nós, também, precisamos usar armas específicas contra Satanás. Apesar de diferentes, elas requerem prática e habilidade para serem usadas competentemente:
“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas...” (2 Co 10.3-4).
Nossa armadura de guerra encontra-se em Efésios 6.11-18. A imagem usada é a de um valente soldado romano. Para prevalecer contra o Maligno, os cristãos precisam, necessariamente, vestir “toda a armadura de Deus” (Ef 6.11):
Cinto
A primeira linha de defesa é a “verdade” (Ef 6.14). O termo significa ter a mente livre de fingimento e falsidade. Satanás depende de mentiras e engano. “Cingir-nos com a verdade” é a proteção forte contra a hipocrisia.
Couraça
Um soldado romano vestia uma couraça para proteger seu coração e seus órgãos vitais. Um cristão precisa vestir a “couraça da justiça” (Ef 6.14b). Satanás é um acusador, que aponta constantemente a falta de merecimento dos seguidores de Cristo (Ap 12.10). Essa tática pode ser extremamente desencorajadora.
Porém, Cristo tratou das acusações contra nós concedendo-nos Sua justiça: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Assim, não há necessidade de desespero: “Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1 Jo 3.20).
Permitindo que Deus nos torne “conformes à imagem de Seu Filho” (Rm 8.29), Sua santidade é revelada em nossa vida na forma de uma defesa forte e diária; e podemos nos revestir “do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Calçado
Sandálias robustas e com cravos nas solas davam uma base confiável ao guerreiro. Em superfícies lisas, porém, elas eram perigosas por falta de boa tração. Os seguidores de Cristo obtêm a segurança de um fundamento confiável através do Evangelho da paz: Jesus Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado, ressurgiu ao terceiro dia, e foi visto por muitos (1 Co 15.3-6). O inimigo quer muito fazer você deslizar, com programas e doutrinas falsas. Os crentes precisam tomar cuidado para não escorregarem em suas emboscadas. A Boa Nova de Cristo é a única base sólida para firmar-se.
Escudo
Um soldado da infantaria romana nunca ia à batalha sem seu escudo. Geralmente ele era grande e retangular, com uma leve curvatura nos lados para a proteção corporal.
As Escrituras nos contam que Satanás atira constantemente “dardos inflamados” na forma de muitas tentações. O propósito principal de embraçar “sempre o escudo da fé” é apagar os seus dardos (Ef 6.16). Um escudo romano também servia para encaixar-se com outros escudos, para criar uma eficiente “formação tartaruga” na batalha. A junção de escudos da fé com outros crentes cria uma defesa formidável contra os assaltos espirituais (Sl 37.40).
Capacete
O capacete também era bem projetado. Ele tinha uma aba traseira para proteger a nuca de qualquer golpe. As abas de cada lado protegiam a face, e a da frente protegia contra pancadas direcionadas à cabeça ou à face. Obviamente, esse equipamento era vital.
O “capacete da salvação” aponta para nossa “esperança de salvação” (1 Ts 5.8). A palavra esperança significa “expectativa alegre e segura da libertação eterna”. O Maligno procura golpear nossas cabeças para plantar nelas sementes de dúvida e desespero. Entretanto, o capacete dos crentes verdadeiros está firmemente posicionado. Primeiro, a fé na obra consumada na cruz garante a salvação da pena do pecado (2 Tm 1.9). Segundo, andando pela fé no Senhor, temos salvação do poder do pecado (Fp 2.12-13). E, finalmente, podemos aguardar nossa futura salvação da presença do pecado : “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tt 2.13).
Espada
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12).
Na cintura de cada soldado romano estava pendurada sua arma principal: o gladius. Esta era uma espada relativamente curta, afiada nos dois gumes. Em mãos de guerreiros treinados, ela era mortal. A espada dos crentes é a Bíblia. De fato, foi apenas a Palavra que Jesus usou com eficiência contra o ataque de Satanás no deserto (Mt 4.1-11).
Quando estudada e aplicada, a Palavra de Deus é a defesa máxima contra os artifícios do Maligno. Falar a Palavra com autoridade é a melhor ofensiva para arrasar a fortaleza de Satanás (Is 49.2).
Ataques Sorrateiros
Satanás procura nos intimidar com o seu rosnar feroz. Precisamos ter a perspectiva de Cristo no conflito.
Os leões de Tsavo espreitavam e aproximavam-se silenciosamente de suas vítimas. O terrível rugido vinha depois que suas vítimas estavam acuadas ou mortas. Satanás também é persistente e silencioso. Ele não alerta os filhos de Deus a respeito da sua presença. Porém, quando consegue enganar sua vítima, através do pecado, ele ruge com satisfação. Portanto, um cristão que se protege adequadamente deve estar alerta em todo o tempo “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).
A Perspectiva Correta
Os leões de Tsavo eram aterrorizantes. Do nariz à cauda eles mediam cerca de três metros. Patterson escreveu que eles tentavam assustá-lo com um olhar irritado em sua direção, mostrando seus dentes e rangendo-os furiosamente.
Satanás também procura nos intimidar com o seu rosnar feroz. Precisamos ter a perspectiva de Cristo no conflito. Satanás não é igual a Deus. Como é um ser criado, ele tem limitações (Ez 28.12-19). Ele é poderoso, mas não é todo-poderoso (Ap 12.8; 20.2). Ele não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo (não é onipresente). Em vez disso, ele governa sobre demônios subordinados que andam pelo mundo, obedecendo às suas ordens (Mt 12.24; Ef 6.12). Ele também não tem a onisciência de Deus (1 Cr 28.9). Ele não sabe de todas as coisas.
Conseqüentemente, embora o Diabo seja um antagonista furioso, ele não deve nos aterrorizar. Ele não é páreo para Cristo, que já providenciou nossa vitória através do poder do Seu sangue derramado (Ap 12.11). Somente em Cristo há libertação do poder de Satanás (At 26.18; Cl 1.13). Cristo, que vive naqueles que verdadeiramente nasceram de novo, é maior que Satanás (1 Jo 4.4).
John Henry Patterson finalmente acabou com seus leões. Eles estão em exibição no Field Museum em Chicago, Illinois (EUA). Ainda agora, ao olhar para eles, seus olhos escuros e inertes evocam terror. Contudo, eles estão mortos e não podem ferir ninguém. Um dia o Diabo será lançado na escuridão eterna do Lago de Fogo, para nunca mais atormentar os fiéis (Ap 20.10).
Até aquele dia, não importa quantas dificuldades e provações passemos na vida, podemos estar seguros de que temos a armadura necessária para enfrentar o “leão” e para sermos mais que vencedores. Além do mais, nada pode nos separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor (Rm 8.37-39). (Peter Colón - Israel My Glory -http://www.chamada.com.br)
Notas:
- J. H. Patterson, The Man-Eaters of Tsavo and Other East African Adventures.
- Ibid.
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