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quinta-feira, 8 de março de 2012
"...E o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." (João 6.37)
Foi o Senhor Jesus que pronunciou essas palavras poderosas e que são válidas para sempre. Elas se encontram incluídas em Seu grande sermão onde diz aquilo que Ele é: "Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome; e o que crê em mim, jamais terá sede." E então, no versículo seguinte, o Senhor lamenta que as pessoas não queiram crer nEle. E, no fim de Seu sermão, Ele se refere a Seu Pai e faz essa grandiosa promessa: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." Não é estabelecido um limite para a validade dessa promessa! Pois Ele não diz algo mais ou menos assim: "Não lançarei fora um pecador que vem a mim pela primeira vez". Ele não impõe condições, mas diz: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." Com isto, o Senhor quer dizer que não rejeitará ninguém que venha até à Sua presença, seja pela primeira vez ou seja alguém que esteja retornando a Ele. E assim Ele agirá até o fim. Se o crente, depois de ter vindo a Jesus, pecar moralmente, o que acontece? A promessa de Jesus de que não nos deixará está protegida por todos os lados, pois o próprio João escreve na sua primeira carta: "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo."
quarta-feira, 7 de março de 2012
"Então já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos." (Apocalipse 22.5)
Os filhos de Deus, os vencedores, não mais chorarão, porque além de muitas outras coisas também terá desaparecido todo o temor que temos de mudança ou modificação. Então os filhos de Deus sentirão que estão seguros por toda a eternidade. O pecado estará fora, e os salvos estarão na glória.
E na glória os remidos também não mais chorarão porque toda a saudade não existirá e todos os desejos estarão saciados. Na presença do Senhor os resgatados não desejarão mais nada para si mesmos, pois já possuem tudo. Todos os nossos desejos de olhar, ouvir, sentir, tocar, conhecer, imaginar, esperar, querer e todas as capacidades da alma estarão completamente satisfeitos. E por mais imperfeito que seja nosso conhecimento atual sobre aquilo que Deus tem preparado para aqueles que O amam, pela revelação do Espírito Santo sabemos o suficiente: lá no alto seremos indizivelmente bem-aventurados! Uma tranqüilidade assim, cheia de alegria, está preparada no céu para nós! Talvez essa alegria já esteja bem próxima. Uma coisa é certa: cedo ou tarde as harpas para entoarmos cânticos de lamento serão trocadas pela palma da vitória. As gotas de orvalho das preocupações se transformarão em pérolas de delícia eterna! Jesus virá em breve! Só isto será glória mais que suficiente!
terça-feira, 6 de março de 2012
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra” (Tg 5.7).
Na verdade, espiritualmente falando, somos todos lavradores. A Bíblia usa freqüentemente exemplos tirados da agricultura. Todos nós trabalhamos no campo que nos foi designado, o local onde Deus nos colocou. Nós “semeamos” e “colhemos”, “plantamos” e “regamos”, “arrancamos as ervas daninhas” e “cuidamos das plantas”, seja no casamento, na família, na educação dos filhos ou no trato com nossos semelhantes. E vivemos na esperança de uma boa colheita no fim da nossa vida.
Tiago usou a figura da agricultura em sua carta: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas. Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5.7-11).
Essa parábola apresentada por Tiago transmite três verdades profundas para a Igreja:
1. A iminência da volta de Jesus.
2. A postura interior dirigida para a Sua volta.
3. O efeito prático em vista da Sua volta.
1. A iminência da volta de Jesus
Com certeza é significativo que esse texto relativamente curto fale três vezes a respeito da iminente volta do Senhor:
Tiago 5.7: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor”.
Tiago 5.8: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima”.
Tiago 5.9: “Eis que o juiz está às portas”.
Na verdade, espiritualmente falando, somos todos lavradores. A Bíblia usa freqüentemente exemplos tirados da agricultura. Todos nós trabalhamos no campo que nos foi designado, o local onde Deus nos colocou.
O apóstolo e meio-irmão de Jesus insta seus leitores a esperarem pela volta do Senhor, e não por alguns sinais que a precederiam. O próximo grande sinal que a Igreja deve esperar é a volta do Senhor para buscar a Sua Igreja. Precisamos compreender com clareza que o Arrebatamento pode acontecer a qualquer momento, de forma repentina e totalmente surpreendente. Se há 2.000 anos o Espírito Santo já inspirou Tiago a contar com a volta do Senhor ainda durante sua própria vida, esse fato sublinha a iminência do Arrebatamento como o evento que devemos esperar para qualquer momento. Analisemos em seqüência os trechos dos versículos 7, 8 e 9, que se referem à volta iminente:
“Sede pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (v.7, Almeida Corrigida Fiel – ACF).
Qual é a atitude de expectativa correta?
Esperar por um evento anunciado significa que fixo meus pensamentos nesse evento, que espero por esse e apenas por esse evento. Fica claro que a Igreja não está esperando pelos sinais da volta de Jesus em glória, nem pela Tribulação, nem pelo Anticristo ou pela ira do Senhor que se derramará nos juízos – mas pelo Senhor arrebatando Sua Igreja.
Meu sobrinho estudou gastronomia. Quando ele tinha terminado a prova final, foi-lhe dito que esperasse para breve os resultados dessa prova. As notas seriam enviadas pelo correio. Cada vez que eu o encontrava, conversávamos sobre os resultados que estavam sendo aguardados. Tanto ele quanto os que lhe eram próximos ficaram esperando com grande expectativa pelo boletim. A mãe dele contou-me que todos os dias ele ia logo cedo até a caixa do correio, na esperança de encontrar a carta prometida. Não passou pela cabeça de ninguém esperar pelo envio de um aviso anterior a ela. É claro que era possível que alguma outra correspondência viesse antes pelo correio, mas isso não era necessário. Também teria sido possível que o boletim demorasse alguns dias a mais, mas não era preciso que fosse assim. Ele não esperava nada além do resultado da prova! Da mesma forma, gerações antes de nós já aguardavam pelo Senhor, e não por alguns sinais em seu próprio tempo de vida, e Jesus realmente poderia ter voltado.
“...porque já a vinda do Senhor está próxima” (v.8, ACF).
O que significa “está próxima”?
O que o lavrador faz em seu trabalho? Ele espera pacientemente pelo fruto precioso e não se deixa desanimar. Ele trabalha esperando esse fruto, ele vive para esse fruto, ele investe nesse fruto.
A expressão “está próxima” dá a entender que um acontecimento está por se realizar. Se o Arrebatamento não poderia ter ocorrido já na época de Tiago, se ainda fosse necessário que se cumprissem outros sinais, o Espírito Santo não teria inspirado as palavras de Tiago dessa forma. A escolha das palavras mostra que o Espírito Santo está se referindo ao Arrebatamento. É verdade que a volta visível de Jesus em glória será precedida por determinados sinais, mas Tiago não fala sobre eles. Ele se dirige a “irmãos” (v.7), isto é, à Igreja, e fala da volta do Senhor para a Igreja, a saber, do Arrebatamento.
“Eis que o juiz está à porta” (v.9, ACF).
O que significa dizer que Jesus está à porta como Juiz?
Quando um visitante anunciado já está diante da nossa porta, não há mais nada que possa anteceder essa visita. O que esperar além de que ele entre a qualquer momento? Quem ou o quê ainda teria espaço entre ele e a porta? Depois do Pentecostes e da edificação da Igreja, o Arrebatamento (e o tribunal do galardão logo depois dele) será o próximo evento no Plano de Salvação. Por isso, com a volta de Jesus também o Juiz está diante da porta.
Em 2 Coríntios 5 encontramos um paralelo claro e uma explicação para isso. Primeiro, Paulo fala do Arrebatamento e o exemplifica pelo ser revestido: “Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito... Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (v.4-5,10). Paulo fala de quatro coisas essenciais:
1. “Não... ser despidos” = significa não ter de morrer;
2. “Mas revestidos...” = transformação no Arrebatamento. O que é mortal será “absorvido pela vida”.
3. Para isso recebemos o Espírito Santo como penhor (sinal, garantia). Ele levará a Igreja ao céu no Arrebatamento – o Pentecostes invertido (2 Ts 2.6-7).
4. Logo depois do Arrebatamento virá a revelação diante do trono do julgamento do galardão de Cristo.
Você está esperando por Jesus? Você O espera para qualquer momento? Você ainda O espera hoje? Uma das maiores negligências da Igreja de Jesus é que essa atitude de expectativa foi abandonada. Conseqüentemente, diminuiu também a importância dada às verdades bíblicas e à santificação. Ouvi a respeito de um homem que vivia numa expectativa tão grande a respeito da volta de Cristo que sempre acabava comendo a sobremesa antes da refeição. Agir assim pode ser um exagero, mas por que não exagerar, se isso serve de motivação?
2. A postura interior dirigida para Sua volta
O exemplo que acabamos de mencionar é uma imagem crassa, mas muito bonita da atitude interior que deveríamos assumir em relação à volta do Senhor. Devemos amar a Sua vinda. O amor, porém, não suporta nenhuma interferência. Há algum tempo, uma de minhas filhas disse durante um jantar em nossa casa: “Já faz quatorze horas que não vejo meu marido, tomara que ele chegue logo!” A volta de Jesus, junto com o conseqüente Arrebatamento da Igreja, será o maior acontecimento histórico e político do futuro. Ele vai superar qualquer evento natural, qualquer descoberta científica, simplesmente tudo! Por isso, a Igreja deveria fazer de tudo para expressar a sua esperança pela volta de Jesus. É justamente o que Deus aponta por meio de Tiago. Devemos ter uma atitude interior de prontidão e expectativa. Devemos ser pacientes e fortalecer os nossos corações: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.7-8). A ênfase dessa parábola está na expressão de paciência e no fortalecimento do coração na esperança pela volta de Jesus.
O que o lavrador faz em seu trabalho? Ele espera pacientemente pelo fruto precioso e não se deixa desanimar. Ele trabalha esperando esse fruto, ele vive para esse fruto, ele investe nesse fruto. Ele sabe do trabalho duro, que virão mau tempo, ervas daninhas, secas e estiagens, e ainda assim espera somente pelo fruto. Essa imagem é usada em vista da nossa atitude de expectativa pela volta de Jesus. Devemos superar todas as dificuldades, todas as provações – “mau tempo”, “ervas daninhas” – até mesmo a perseguição, tendo em vista a volta do Senhor. Precisamos olhar por cima de todas as coisas e ver somente Jesus e Sua volta. Paciência significa que o Senhor não tem de voltar hoje, mas que Ele pode e, com certeza, vai voltar a qualquer momento! A espera pela volta de Jesus é um “fruto precioso” (valioso). Não há nada de exagerado ou fanático nisso, pois se trata de algo precioso.
Paciência (persistência) gera firmeza e estabilidade interiores: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (v.8). O que é uma boa base para a estabilidade interior, para superar e persistir, para fortalecer e consolar? A certeza da volta de Jesus. No trecho sobre o Arrebatamento em 1 Tessalonicenses 4, a Bíblia afirma algo parecido com o que Tiago diz: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (v.18).
3. O efeito prático em vista da Sua volta
Qualquer postura interior também tem um efeito prático. O americano Mark Hitchcock já escreveu 15 livros, todos dedicados ao tema da profecia bíblica. Sobre o Arrebatamento ele escreve: “Esse ensino é tão poderoso que nunca mais pude me desligar dele. Penso nele quase todos os dias. Ele impactou maciçamente a minha vida... e me influencia ainda hoje”.[1]
Quais são os efeitos práticos?
Abandonar a ira
A ira divide, distrai-nos do que é essencial e torna-nos incapazes de fazer aquilo que realmente dá frutos.
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9). A Almeida Corrigida Fiel diz: “Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta”.
Essa afirmação é interessante em vista da volta de Jesus, não é mesmo? Não são mencionados os pecados “graves”, como mentira, ocultismo, luxúria, imoralidade ou roubo. Tiago enfatiza que não devemos dar lugar à insatisfação irada a respeito de nossos irmãos na fé. Não devemos nos queixar, nem mesmo suspirar por causa deles. Por que justamente esse alerta? Porque a ira custa muita energia, ela absorve e consome totalmente. Ela divide, distrai-nos do que é essencial e torna-nos incapazes de fazer aquilo que realmente dá frutos. “Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará” (Ec 11.4).
É interessante que o texto não apresenta nenhum motivo para os lamentos, pois os murmúrios negativos são, por si só, errados. Quando nos irritamos com alguém que espiritualmente é nosso irmão ou irmã, a discussão sobre quem tem razão perde qualquer valor. A ira é, por princípio, errada e carnal. Paulo escreve: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.30-32).
John Wesley disse certa vez: “Muitas vezes me arrependi de ter julgado com muita dureza, mas raramente de ter sido misericordioso demais”. É bem possível nos irritarmos muito com outra pessoa, resmungar sobre ela, fazer insinuações a respeito da insatisfação ou até mesmo provocar uma forte discussão. Mas muitas vezes é a própria insatisfação, a falta da influência do Espírito Santo em nossa própria vida que se revela em críticas e implicâncias. Nesse texto a Bíblia não fala a respeito de quem tem razão ou não, apenas diz: “...não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados”. Irmãos que se acusam mutuamente estão igualmente sob o julgamento de Deus.*
“...o juiz está às portas!”. O Juiz que está diante da porta terá a última palavra. Ele determinará a sentença. Em vez de nos consumirmos uns aos outros, deveríamos usar nossas forças para trabalhar nos campos no Senhor, na expectativa da Sua volta. Também devemos levar em conta que cada um tem seu próprio campo, onde foi colocado e pelo qual é responsável. Não devemos invadir o campo alheio com intenções negativas, mas cuidar para que o nosso próprio campo seja devidamente lavrado.
Suportar sofrimento
“Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes” (Tg 5.10-11).
Hoje elogiamos profetas sofredores, como Isaías, Jeremias ou Daniel. Chamamo-los de bem-aventurados.
• De acordo com a tradição, Isaías foi serrado ao meio por ordem de Manassés.
• Jeremias provavelmente foi apedrejado por seus conterrâneos.
• Daniel foi jogado em uma cova de leões, mas Deus o guardou.
Nestes tempos duros e desagradáveis é preciso persistir. Trata-se de não desistir, mas de continuar, continuar a crer, a orar e a confiar. Trata-se de cumprir a incumbência recebida a despeito das dificuldades. Você está a ponto de desistir, de resignar e de largar tudo? Por meio desse trecho da carta de Tiago Deus quer encorajar a você e a mim a não fazer isso.
Olhar para o fim
“Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5.11).
A sua e a minha vida têm um alvo. É esse alvo que importa. Não vamos nos deixar obscurecer por impaciência, murmúrios ou fugas.
Sabemos que Jó tinha suas fraquezas, falhas e queixas. Mas ele permaneceu firme na fé. Perdas familiares e materiais, torturas de todo tipo, ataques de Satanás, doença, críticas, isolamento, tudo isso pesou muito sobre Jó. Mas também vemos o fim que o Senhor tinha preparado para ele. Somente o fim conta, somente o alvo. A palavra grega usada aqui para fim é “telos”, que significa alvo. No fim Jó ganhou mais do que tinha perdido. Sua história foi eternizada na Bíblia e serve de bênção para milhões de pessoas em todos os continentes. A sua e a minha vida têm um alvo. É esse alvo que importa. Não vamos nos deixar obscurecer por impaciência, murmúrios ou fugas.
O sofrimento de Jó também nos mostra não um Deus cruel, mas Sua compaixão e misericórdia. Deus não abandonou a Jó. Ele transformou tudo em bem e demonstrou Sua compaixão e misericórdia. Quando chegarmos ao objetivo das nossas vidas também reconheceremos que foi a compaixão de Deus que nos levou até lá. Por isso, vamos persistir até que Ele volte! Então só nos restará admiração!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Igrejas evangélicas viraram fornecedoras de músicos profissionais para bandas e artistas seculares
A música é uma parte importante do culto na maioria das igrejas evangélicas, por isso inúmeros músicos são formados nesse meio. Tendo a oportunidade de integrar a parte musical do louvor nas celebrações das igrejas, muitas pessoas que se convertem acabam descobrindo um talento ou, pelo menos, a possibilidade de aprender a tocar um instrumento e cantar. Esse fenômeno criou, involuntariamente, nas igrejas brasileiras, um mercado paralelo de capacitação.
Com isso as igrejas estão sendo vistas por muitos como celeiros de profissionais, que acabam abastecendo bandas e artistas seculares com músicos treinados e versáteis. A formação religiosa é considerada diferencial por alguns profissionais que trabalham recrutando músicos para gravações shows e turnês. O músico carioca Simoninha conta que a expressão “esse cara é bom, vem da igreja” já se tornou comum na hora de avaliar alguns dos profissionais que trabalham com ele.
“A gente fala brincando, entre os músicos que não são religiosos, que não têm vínculo nenhum. É uma forma de dizer que o cara é disciplinado, maduro e competente. Tem muita gente dessas igrejas no meio musical, um acaba puxando o outro”, explica o artista, que tem entre os sete músicos da sua banda, quatro que se encaixam nesse perfil.
Simonal conta ainda que alguns desses músicos atraem uma legião de fãs evangélicos para o seu trabalho. “Vamos fazer show, tem seguidores do Robinho. Ele tem fãs no país inteiro”, conta o músico, falando do baixista Robinho Tavares, que trabalha com ele há 12 anos.
O regente Nilton Silva, 37 anos, falou ao G1 sobre a forma que os músicos são formados na igreja. Segundo ele o esquema é colaborativo, ou “mambembe mesmo, sem regra, ar condicionado, estrutura de sala de aula. É na base da repetição e autodidatismo”.
Filho de um maestro, Nilton conta que quando seu pai começou a frequentar os cultos foi incumbido de tocar trompete, mesmo sem ter a mínima noção sobre o instrumento. Ele afirma que, com o treino, em dois anos seu pai já era responsável por ensinar aos novatos. “Meu pai é maestro desde que me conheço por gente. Ele aprendeu a reger sozinho e, depois que se converteu, passou a tocar trompete também. Aprendeu na marra, lendo partitura, estudando sozinho. O esquema é: senta aí e vai pegando com os que já sabem”, explicou.
Ele conta ainda que, na infância, ele e seus irmãos montaram um quarteto musical que fazia sucesso no meio religioso, e que aos 22 anos resolveu montar um coral com alguns amigos do meio evangélico. O músico disse que o coral não canta apenas em igrejas: “A maioria dos contratantes não é evangélica, não tem vinculo nenhum. Em março, por exemplo, cantaremos no casamento da modelo Carol Trentini, em Santa Catarina. Ela não é evangélica. Trabalhamos muito bem nesse meio. Cantamos de tudo um pouco”, explica.
Artistas como Simoninha, Paula Lima, Alexandre Pires, Sandy e Junior já procuraram por ele pedindo indicação ou até mesmo interessados em usar o coral em gravações de programas de TV, CDs e temporada de shows.
Hoje já é considerado comum ver igrejas exportando artistas para o meio secular. A cantora Shirley Oliveira, que começou na Igreja Universal, está atuando como vocalista da banda do baixista Pixinga durante a temporada de shows que ele faz em um bar na zona oeste da capital paulista. Ela já fez também segunda voz para artistas como Alexandre Pires, Jair Oliveira, Tânia Mara, Daniel e Jair Rodrigues.
O vocalista e produtor musical Aldo Gouveia trabalha na banda do cantor Fábio Júnior desde 2003 e conta que fez, durante algum tempo, segunda voz em shows dos Racionais MC´s, do rapper Mano Brown: “Temos amigos em comum, pessoas do meio. Ele precisou de backing em 96 e eu fiz alguns shows”, conta Gouveia.
Ele explicou também o porquê de as igrejas estarem se tornando referência nesse meio: “Músicos da igreja têm que correr atrás. O acesso existe, mas não é uma formação de alto nível. Quem gosta, tem o sonho, se vira pra se capacitar. Com o tempo, isso foi formando um grupo seleto de profissionais mais versáteis, maduros e uma rede de contatos”.
Fonte: Gospel+
domingo, 4 de março de 2012
QUEM PODE SUBSTITUIR JESUS?
“E Ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos” (Mateus 24.4-5).
Quem é Jesus? Desde que o homem Jesus pisou no solo do planeta Terra, essa pergunta não quer calar.
Certa ocasião Jesus estava em um barco atravessando o Mar da Galiléia, quando sobreveio um temporal. Os discípulos, preocupados, O acordaram e Ele acalmou a tempestade. As pessoas no barco, admiradas com o que viram, questionavam: “Quem é este?” (Marcos 4.41).Em outro episódio, Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém sobre um jumentinho e as multidões cantavam: “Hosana ao Filho de Davi!”. A cidade se alvoroçou e pessoas perguntavam: “Quem é este?” (Mateus 21.10).
Quem é Jesus? Compêndios foram escritos sobre a pessoa de Jesus Cristo, milhões de textos tentam responder essa pergunta. Existem “Jesus” para todos os gostos: o “Jesus” dos eruditos e das massas, dos ortodoxos e dos liberais, do rock'n roll e até da cultura kitsch. O cinema já retratou Jesus Cristo de forma infame e pecadora em Jesus Cristo Superstar (1973) e A Última Tentação de Cristo (1988). No entanto, desde a década passada muitos diretores não estão muito interessados em continuar respondendo essa questão. O que eles querem é exibir nas telas personagens que são verdadeiros substitutos de Jesus Cristo.
Analisemos apenas três desses filmes:
Ah! Deliciosos Substitutos de Jesus Cristo...
Pokémon é um pseudo-cristianismo ou um cristianismo às avessas. Um “avatar-criança” morrendo e ressuscitando para reconciliar humanos e pokémons.
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A) A Série Pokémon
O herói desse desenho animado é o adolescente treinador de Pokémon chamado Ash Ketchum. Jovem esperto e destemido, que não teme arriscar constantemente sua própria vida pelo bem dos pokémons e da humanidade.
O objetivo de vida de Ash é tornar-se um mestre de Pokémon (o mais elevado nível de iniciação). Não é necessário descrever que em muitas seitas e movimentos paraeclesiásticos o adepto tem de passar por vários níveis de iniciação antes de tornar-se um mestre.
No final de Pokémon: O Filme, Ash tenta reconciliar os pokémons que estão brigando entre si, sendo fatalmente vitimado no meio da batalha entre o Pokémon do bem (Mew) e o Pokémon do mal (Mewtwo).
Ao contemplar o corpo de Ash estendido no centro do estádio, os pokémons começam a chorar. Suas lágrimas se agrupam como fachos de energia psíquica direcionada para Ash, até que o mesmo volta a viver – ressuscita! As lágrimas energizadas com o amor dos pokémons ressuscitam o morto.
Na seqüência vem uma frase marcante proferida pelo mau Mewtwo: “O humano se sacrificou para salvar o Pokémon!”
Como cristãos, sabemos que Deus se sacrificou para salvar o humano. Pokémon é um pseudo-cristianismo ou um cristianismo às avessas. Um “avatar-criança” morrendo e ressuscitando para reconciliar humanos e pokémons.
Na imaginação das crianças, Ash substitui Jesus de Nazaré. É muito pra mim! Mas, ainda não é tudo.
Na película cinematográfica Pokémons: O Filme 2000, encontramos as forças da natureza representadas por três místicos pokémons, a saber: Articulo (responsável pelo gelo), Zapdos(responsável pela eletricidade) e Moltres (responsável pelo fogo). Estas três forças estão em desarmonia e a vida do planeta Terra está por um triz.
Ash é levado a um templo místico (muito parecido com o Stonehenge britânico onde os druidas realizavam suas cerimônias místicas durante o solstício de verão) e lá, conhece um místico que o conscientiza de que ele é o “escolhido” para salvar o planeta – só Ash pode reverter o quadro caótico e harmonizar a Terra. No final do filme, Ash consegue o seu objetivo, sendo declarado “o salvador do mundo”.
Ash, o “escolhido” e “o salvador”! Mais uma vez, nas mentes frágeis das crianças, Ash toma o lugar de Jesus Cristo. Pra mim, chega!
Existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity(“Trindade”, em inglês), Morfeu (“deus dos sonhos” na mitologia grega) e Neo (do grego “novo”).
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B) A Trilogia Matrix
No artigo “Matrix e Sua Filosofia Pós-Moderna”, mencionei: Matrixtambém tem uma forte analogia com o cristianismo. Existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity (“Trindade”, em inglês), Morfeu (“deus dos sonhos” na mitologia grega) e Neo (do grego “novo”). No filme, Morfeu faz o papel de João Batista, ao preparar o caminho para o “escolhido”, e o de Deus Pai, ao assumir a figura paterna de todos que já foram libertos da ilusão). Neo é o “escolhido” e um substituto para Jesus Cristo.
Na primeira aparição de Neo ficamos logo sabendo qual será a sua função na trilogia. Choi, um cliente de Neo, chega ao quarto de Neo com alguns amigos para pagar e receber uma encomenda. Choi agradece a Neo de uma maneira que passa a ser quase uma profecia sobre o futuro de Neo: “Aleluia. Você é meu Salvador, cara. O meu Jesus Cristo pessoal”.
No primeiro filme da série há mais de dez referências a Neo como o “eleito” ou o “escolhido”. No primeiro episódio, Neo morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus (isso faz você se lembrar de quem?).
Em Matrix Reloaded, o segundo episódio da série, há uma cena rápida de mais ou menos vinte segundos, quando Neo sai de um elevador na “Cidade de Zion” (“Sião”, em inglês) e é abordado por muitas pessoas de várias faixas etárias, muitas com trajes orientais e trazendo oferendas nas mãos. Trinity diz para Neo: “Eles precisam de você”. Duas mães se aproximam de Neo fazendo alguns pedidos especiais sobre seus filhos. Neo é querido, respeitável e um solucionador de problemas.
Neo move-se com uma rapidez incrível (mais rápido do que o Super-Homem ou do que qualquer projétil de arma de fogo), salva pessoas prestes a serem mortas, tem uma força incomum, tem capacidade para mover objetos sem tocá-los e, a exemplo de Jesus Cristo, também ressuscitou uma pessoa querida. Pronto: “Neo é o nosso melhor amigo e o nosso salvador”, é uma das mensagens sutis que a trilogia passa nas suas entrelinhas.
Ao término de Matrix Revolutions, o último episódio da série, Neo salva o planeta Terra de ser destruído, sacrificando a sua própria vida. Neo morre deitado com os braços abertos como se estivesse sendo crucificado e ouve-se uma voz vinda de uma máquina: “It's done” (“acabou”, ou imitando melhor as últimas palavras de Jesus Cristo na cruz, a tradução seria “está consumado”).
Para maiores informações sobre essa trilogia, consulte também o artigo “Matrix: A Realidade é Real?”.
A exemplo de Jesus Cristo, Coffey foi condenado à morte por um crime que não cometeu: o assassinato de duas pequenas meninas na década de 1930.
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C) À Espera de Um Milagre
Essa história passa-se em uma ala de celas na Penitenciária Cold Mountain onde encontram-se os criminosos sentenciados à pena de morte na cadeira elétrica.
Lá está um gentil e gigante prisioneiro com poderes sobrenaturais chamado John Coffey (as mesmas iniciais de Jesus Cristo). Coffey é uma pessoa legal e transmite um senso de amor e humanidade aos seus colegas de cela e aos seus guardas.
A exemplo de Jesus Cristo, Coffey foi condenado à morte por um crime que não cometeu: o assassinato de duas pequenas meninas na década de 1930.
Ele realizou milagres espetaculares: ressuscitou um camundongo chamado Mr. Jingles (posteriormente, ficamos sabendo que esse rato passou a viver eternamente), curou um dos seus guardas de uma infecção urinária (provavelmente uma hipertrofia prostática) e, finalmente, a esposa de um outro carcereiro de um tumor cerebral. Durante todas essas curas, Coffey tragou a doença dos outros para si mesmo e, na seqüência, cospe a enfermidade para fora de si em forma de um enxame de moscas. Curioso, um dos nomes de Satanás é Belzebu, que quer dizer “Senhor das Moscas”. Então, quando esse substituto de Jesus Cristo lança para fora de si as moscas, está simbolizando a expulsão do poder maléfico de Satanás.
Ao término do filme, Coffey é morto na cadeira elétrica, que durante a sua execução é totalmente incendiada e nunca mais será usada. Do ponto de vista espiritual, Coffey é levado como uma ovelha inocente para o matadouro e conseguiu destruir a morte (a cadeira elétrica) com a sua própria morte. Isso é que é tentar substituir Jesus Cristo!
Era notório para os judeus que o Messias, por ser o cordeiro pascal, não poderia ter qualquer defeito físico e nem qualquer um dos seus ossos quebrados (Êxodo 12.46, Neemias 9.12 e João 19.36).
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Quem é Jesus?
Foi o apóstolo Pedro que respondeu corretamente essa pergunta: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo” (Mateus 16.16). Porém, Pedro era um seguidor de Jesus Cristo, já conhecia o Mestre bem de perto e, portanto, não é de se estranhar que tenha acertado em cheio. Então permita-me fazer esse mesmo questionamento a dois outros personagens bíblicos que tiveram pouco contato com o Salvador do mundo.
Em primeiro lugar, quem é Jesus para a mulher samaritana?
Muitos daqueles que esperavam o Messias na época de Jesus Cristo conheciam as profecias que diziam que o Cristo teria de ser do sexo masculino (Gênesis 3.15), nascido de uma virgem (Isaías 7.14) na cidade de Belém (Miquéias 5.2). A Bíblia não diz isso, mas acredito que a samaritana possa ter inquirido Jesus sobre Sua natividade, antes de proclamá-lO como o Cristo.
Jesus Cristo é inigualável e não tem rival! Nenhum líder espiritual do passado e nem do presente tinha ou tem pureza de coração por nunca ter pecado (1 Pedro 2.22 e 2 Coríntios 5.21), e quem nunca pecou tem autoridade para perdoar pecados. Sem mencionar que nenhum outro ser humano nasceu de uma virgem e ressuscitou dos mortos com suas próprias forças.
No primeiro momento, a resposta da samaritana ao questionamento acerca da pessoa de Jesus Cristo foi em forma de hipótese: “Será este, porventura, o Cristo?!” (João 4.29). Em um segundo momento, depois de conhecer o Senhor Jesus como o seu Salvador pessoal, ela passa a dar testemunho pessoal e transforma a hipótese em fato histórico (João 4.39-42).
Em segundo lugar, quem é Jesus para o centurião romano?
Era notório para os judeus que o Messias, por ser o cordeiro pascal, não poderia ter qualquer defeito físico e nem qualquer um dos seus ossos quebrados (Êxodo 12.46, Neemias 9.12 e João 19.36). A Bíblia não menciona isso, mas o centurião pode ter tido conhecimento sobre esse vaticínio. Aquele homem tinha visto inúmeros crucificados terem suas pernas quebradas, como forma de apressar a asfixia e, conseqüentemente, a morte. Mas, naquele dia, após presenciar todo o ocorrido a respeito de Jesus (o mundo escureceu, houve terremoto, sepulcros foram abertos) e ver que nenhum dos seus ossos tinham sido quebrados, fez uma declaração estupenda: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus” (Marcos 15.39).
Quem é Jesus para você?
Antes de respondermos corretamente, temos de conhecer profundamente o Jesus verdadeiro. Caso contrário, daremos crédito aos Seus falsos substitutos. Quando você não conhece o original, aceitará a cópia como sendo original.
Na década de 70, o grupo Vencedores por Cristo cantava: “Muito embora, um só Jesus exista, nem todos sabem vê-lo como é. Filósofo, poeta ou comunista, ou mesmo um hippie, já se disse, até. Mas, Jesus é bem mais importante, quando se sabe de Seu grande amor. E é preciso, hoje, que se cante, Jesus, Filho de Deus, o Salvador!” (trecho da canção Nada Melhor).
“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12). Amém! (Dr. Samuel F. M. Costa - http://www.chamada.com.br)
sábado, 3 de março de 2012
Alegrai-vos!
egozijai-vos sempre” (1 Ts 5.16). “Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva sempre as mesmas coisas” (Fp 3.1).
Em Filipenses 4.4 está escrito de forma a não deixar dúvida: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos”.
A alegria é um maravilhoso presente de Deus, é como um radiante dia de sol depois de muitas noites frias e escuras. Sombras ameaçadoras desaparecem diante dessa luz brilhante. Impulsos de vida partem dela, impulsos que aquecem, animam e saram a alma. A alegria espanta toda a escuridão e afasta a letargia e o cinza do dia-a-dia. Ela seca as lágrimas e, como num passe de mágica, faz surgir um sorriso no rosto mais cansado e marcado pelo sofrimento (veja 2 Co 6.10). A alegria é tão maravilhosa porque é refrescante e contagia. Por isso Deus ordena: “Alegrai-vos com os que se alegram...” (Rm 12.15). A alegria é característica do céu!
Com nossa alegria fundamentada apenas em bases humanas não chegamos muito longe. Essa alegria não tem qualidade nem intensidade perene. O que ontem ainda me deixava muito alegre e levantava meu humor, o que me deixava eufórico e entusiasmado, hoje pode ter perdido força e intensidade.
Nossa alegria humana não é constante; ela está sujeita a variações e ao desgaste da rotina. Ela é sufocada pelos acontecimentos e depende das circunstâncias.
A alegria de Deus – a alegria que vem de Deus e está estabelecida nEle, a alegria no Senhor, é bem diferente. É uma alegria que tem a Jesus Cristo no centro e não a nós mesmos. A alegria em Deus é muito diferente porque é de outra natureza, porque tem outra base e outra origem.
A alegria de Deus vem da eternidade, por isso dura para sempre e tem valor eterno. Ela não se desgasta. É uma alegria que mesmo em meio às provações, ao sofrimento e até diante da morte dá toda a glória a Deus e louva o Seu nome. É uma alegria entre lágrimas, muitas vezes bastante amargas (veja 2 Co 6.10; Cl 1.24). Por essa razão, “o mundo” não entende e nem pode entender essa alegria! A alegria em Deus não é segundo a natureza humana nem produz reações tipicamente humanas. Ela é divina e, assim, sobrenatural. Essa alegria soberana só é encontrada em Deus, que a presenteia aos Seus como um dom precioso. A alegria de Deus tem dimensões, qualidades e quantidades que nos são desconhecidas. Ela repousa em si mesma e permanece imutável porque o próprio Deus é imutável, pois Ele é o Ser Eterno.
Quando as Sagradas Escrituras nos conclamam: “Alegrai-vos sempre no Senhor”, é um Pai amoroso que pede a nós, Seus filhos, que confiemos e creiamos nEle, pois Ele criou algo que supera as nossas mais fantásticas expectativas.
Quando o Senhor manda que nos alegremos, Ele está tentando conquistar-nos, dizendo: “Fiquem firmes em minhas promessas! Confiem em mim! Creiam em mim! Vocês podem e devem se alegrar!”
Ao ser repetida, a ordem: “alegrai-vos sempre no Senhor...”, recebe uma ênfase muito forte. Ela é salientada e sublinhada: “outra vez vos digo: alegrai-vos”.
A solicitação de Jesus por nossa confiança e por nossa alegria – mesmo que não tenhamos nada de concreto diante dos olhos com que nos alegrar – torna-se uma exigência bem clara. É como se Jesus dissesse: “Alegrem-se de uma vez!”
O mandamento de Jesus, nesse caso, é que não olhemos para as limitações humanas, não consideremos as amarras dos costumes e das tradições, nem levemos em consideração as circunstâncias adversas e as dificuldades em nosso caminho.
Deus tem perspectivas bem diferentes das nossas. Sua visão é ampla e adentra mundos que desconhecemos. Ele é o Pantokrator, o Todo-Poderoso.
Como o Deus que vê o passado, o presente e o futuro, Ele nos incentiva, como cegos, a abrir nossos olhos e confiar nEle, alegrando-nos com fatos que – ainda – não vemos nem podemos perceber.
Esse presente prometido mas ainda oculto é plenamente existente, assim como Deus existe!
O grau de nossa alegria pelo presente de Deus ainda escondido demonstra o nível da nossa fé e da nossa expectativa.
Quem nada espera, quem vive em volta de seus próprios interesses, nada receberá e sairá de mãos abanando. Permanecerá eternamente faminto, eternamente movido por questionamentos e eternamente insatisfeito.
Quem tudo espera do Senhor e coloca a si mesmo em segundo plano será regiamente presenteado.
Deus cumprirá o que prometeu, além do que pedimos ou imaginamos.
Somos herdeiros de Deus; para Sua glória podemos e devemos nos alegrar.
Nem podemos agir de outra forma. A alegria é a nova natureza do renascido. Pois se existe alguém neste mundo que tem motivo de se alegrar, esse alguém é o cristão. Ele pode e deve rir de todo o coração e se alegrar como uma criança. O Salmo 65.8 acerta o âmago dessa questão: “os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo”. E o Salmo 126.3 deixa explicitamente claro o motivo de nossa alegria, a razão porque “temos” de nos alegrar: “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres.”
Por isso, a Bíblia diz a você e a mim: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4). (Dr. M. Peschutter)
sexta-feira, 2 de março de 2012
"Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graça." (Colossenses 2.6-7)
Quando a esperança cresce em nós, também aumenta o amor de Deus em nós. Esse amor muitas vezes é artigo raro em nossas vidas. Mas, na medida em que nos aproximamos do Senhor mais e mais, essa característica tão desejável também aumenta em nós. O amor de Jesus em você é o sinal mais característico e evidente de que você está se aproximando mais e mais do Senhor e de que a verdadeira natureza do Senhor toma forma em você. O amor de Deus no coração de um crente não espera nada do próximo, mas continuamente dá e se entrega, assim como o Senhor Jesus também se entregou a si mesmo por puro amor. Como Paulo orou quando se encontrava em situação precária na prisão romana? Ele orou para que logo fosse liberto da prisão? Não! Ele orou pelos outros: "E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção." Essa era sua preocupação principal e dela falava muitas vezes. Aqui temos um ponto da maior importância, pois atualmente o amor não aumenta, pelo contrário, diminui progressivamente. Mas o mesmo Paulo nos exorta: "...acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição."
quinta-feira, 1 de março de 2012
"...Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do inimigo. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus." (Efésios 6.16-17)
Para Paulo, com certeza, foi a maior alegria escrever aos tessalonicenses: "...a vossa fé cresce sobremaneira." Como a fé dos tessalonicenses havia crescido dessa maneira? Por sua contínua proximidade ao Senhor! Quanto mais nos aproximamos dEle interiormente, tanto mais cresce nossa fé. Naturalmente a subida é íngreme e as dificuldades aumentam, mas ao perder toda a firmeza e a segurança com que estávamos acostumados, encontramos nossa segurança nEle. Abraão se fortaleceu na fé e deu a honra a Deus. Ele tinha plena certeza de que Deus cumpriria tudo o que prometera.
Ou pensemos em Davi, que experimentou terríveis desilusões e perseguições, mas justamente por causa disso tinha condições de dizer: "Eu te amo, ó Senhor, força minha. O Senhor é a minha rocha... o meu rochedo em que me refugio."
Ou de onde Elias obtinha o seu poder? Única e exclusivamente da sua posição em relação ao Senhor, pois ele testificava: "Só eu fiquei dos profetas do Senhor." Ele havia perdido toda a ajuda que poderia ter dos homens e justamente por isso era arraigado no Senhor de um modo muito mais profundo!
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