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Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.Filipenses 4:13

terça-feira, 22 de novembro de 2011


Pessimismo ou realismo?

Pessimismo não é bom, mas igualmente perigoso é um otimismo irreal. Movidos pelo medo, muitos fecham os olhos para a realidade ou preferem ignorar a verdade. Mas quem está doente e não encara ou não aceita o diagnóstico, continua doente. Melhor é aceitar o veredito do médico e fazer uso dos recursos que a Medicina oferece.
Os alimentos estão ficando escassos no mundo, os preços sobem. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, percebeu-se nos supermercados da Europa Ocidental que a vida está ficando cara. Até o preço dos combustíveis aumentou na Europa de uma forma inimaginável há anos atrás. E ameaça subir ainda mais. Com isso, aumenta o valor do transporte, que por sua vez onera ainda mais o preço da comida. Nos mercados internacionais os preços dos alimentos básicos subiram de maneira “assustadora”. No prazo de um ano dobrou o preço do trigo, o arroz subiu 75% em apenas dois meses, e a tendência é de alta. Os preços do arroz, do milho e do trigo subiram 181% nos últimos três anos. Na Ásia, África, Caribe e Egito o povo foi às ruas protestar pelos altos preços e por causa do aumento da fome. Especialistas calculam que mais 110 milhões de pessoas começaram a passar fome no mundo, elevando o total a quase meio bilhão de habitantes que vive abaixo da linha de pobreza.
Mais um fenômeno soma-se a muitos outros: um terço dos alimentos do mundo depende da polinização por abelhas. Mas, por razões inexplicáveis, tem havido uma diminuição assustadora na quantidade desses insetos: “A mortandade de abelhas é um fenômeno mundial, e é muito inquietante”, explicou Peter Gallmann, diretor do Centro de Pesquisas em Apicultura na Alemanha. Com isso, não é apenas a produção de mel que está ameaçada, mas também grande parte dos alimentos do mundo. “Um terço de todos os alimentos se originam de polinização por abelhas, e na área da biodiversidade as abelhas também desempenham um papel de enorme importância. Certas plantas poderão desaparecer se não forem mais polinizadas pelas abelhas”. (20 Minuten, 13/05/08)
Mesmo que o cenário mundial mude freqüentemente, quer gostemos, quer não, a carestia e a fome estão aumentando. Ambas são profetizadas na Bíblia.
A mortandade de abelhas é um fenômeno mundial, e é muito inquietante.
O terceiro selo de Apocalipse 6 prenuncia o encarecimento dos alimentos básicos:“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.5-6).
Um denário era o salário de um dia de serviço de um trabalhador comum. Uma medida de trigo equivalia a uma ração diária. É quase inimaginável que haverá um tempo em que uma porção diária de pão será dez vezes mais cara. Em outras palavras, apenas uma porção diária de cereal consumirá todo o salário de um dia de trabalho. Azeite e vinho não faziam parte dos alimentos básicos. O azeite era usado, por exemplo, para ungir pessoas e utensílios sagrados, para a purificação ritual do corpo e como combustível nas lâmpadas. Ao contrário do trigo e da cevada, azeite e vinho não eram gêneros de primeira necessidade, portanto, eram considerados artigos de luxo. Assim, os juízos divinos que estão por vir serão ainda mais trágicos e mais graves por atingirem os alimentos básicos e não os artigos de luxo. Do que adianta uma medida suficiente de coisas relativamente supérfluas quando falta o essencial para a sobrevivência? Do que serve o mais belo conjunto de poltronas, se a geladeira está vazia? Do que adianta o mais moderno automóvel, se não existe combustível? Do que serve a melhor infra-estrutura e a mais eficiente logística, se não há alimentos para transportar?
Mesmo que o cenário mundial mude freqüentemente, quer gostemos, quer não, a carestia e a fome estão aumentando. Ambas são profetizadas na Bíblia.
O quarto selo: “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (Ap 6.7-8). Esses quatro juízos mortais (espada, fome, feras e mortandade [peste, em outras versões da Bíblia]) já são anunciados em Ezequiel 14.21: “Porque assim diz o Senhor Deus: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, a fome, as bestas-feras e a peste, contra Jerusalém, para eliminar dela homens e animais?” Quando estes juízos terríveis se abaterem sobre a terra, a ira de Deus estará castigando o mundo com todo o ímpeto. Os governantes do mundo testemunharão esses fatos: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.15-17).
O mundo se volta cada vez mais radicalmente contra Deus, e, por isso, os contornos dos juízos anunciados pela Bíblia para o período da Grande Tribulação ficam cada vez mais nítidos. O perigo de guerras (espada) é cada vez mais ameaçador; prevê-se fome pelo mundo todo; doenças incuráveis e pestes aumentam; e as “bestas-feras” certamente podem indicar os que se lançam sobre outros seres humanos em fanatismo, ódio cego, fúria incontrolável e violência terrorista. Assim, por exemplo o profeta Zacarias descreve o ódio dos filisteus, usando a imagem de animais selvagens e perigosos: “Povo bastardo habitará em Asdode, e exterminarei a soberba dos filisteus. Da boca destes tirarei o sangue dos sacrifícios idólatras e, dentre os seus dentes, tais abominações; então, ficarão eles como um restante para o nosso Deus; e serão como chefes em Judá, e Ecrom, como jebuseu” (Zc 9.6-7).
Do que adianta o mais moderno automóvel, se não existe combustível?
Paulo escreve a Tito: “Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta (cretense)que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos” (Tt 1.12). Acerca da resistência e do antagonismo que encontrou em Éfeso, o apóstolo Paulo disse: “Se, como homem, lutei em Éfeso com feras...” (1 Co 15.32). Um comentário bíblico explica essa passagem: “Afirma-se que os animais selvagens, as feras, seriam uma imagem de pessoas bravas, agitadas e inimigas que ameaçavam a vida de Paulo. Um escritor daquela época disse que os efésios, como pessoas, haviam se tornado animais selvagens”. Também os falsos profetas e hereges do judaísmo foram chamados de “cães” por Paulo (Fp 3.2).
Os conflitos e a crescente incerteza entre os povos – seja na economia, no setor agrário e na instabilidade política global – são um evidente alerta de Deus. Ao invés de fechar nossos olhos para a realidade que nos cerca, deveríamos abri-los para ver e aceitar a ajuda que o Senhor oferece. Essa ajuda chama-se Jesus Cristo. Como cristãos, temos a incumbência de tratar os outros com sabedoria e amor, mas também de alertá-los concretamente acerca dos perigos de nossa época. Deveríamos falar-lhes especialmente do Salvador e da profecia bíblica que está se cumprindo. Jesus vai voltar e, então, criará um novo mundo: “Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a a terra. Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra” (Sl 72.6,16).
Quem tem fome e sede espiritual, quem sente o vazio de sua vida, está convidado a vir ao Senhor Jesus, que chamou a Si mesmo de “Pão da Vida”. Todos podem aceitá-lO e ficar eternamente saciados. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

8 dicas: como identificar uma seita




Aquele sorriso amigável, aquela promessa de uma vida melhor, o sonho de, enfim, estar em paz com o Deus Todo Poderoso... Essa ânsia humana em ser feliz faz com que procuremos respostas, e nessa busca, nos submetamos às mais diversas situações, sem nos darmos conta em que "furada" nos enfiamos. Abaixo, algumas dicas. Daí, você responde: você está envolvido em uma seita?

CONTROLE DE PENSAMENTO - Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham ideias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos.

HIERARQUIA RÍGIDA - São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial- às vezes, sobrenatural - do líder.

MUNDO DIVIDIDO - O mundo é dividido entre “bons”(o grupo) e “maus”(todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar e ser policiado para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.

DELAÇÃO PREMIADA - Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder.

VERDADE VERDADEIRA - O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas.

CÓDIGO SECRETO - O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as ideias.

MEU MUNDO E NADA MAIS - O grupo passa a ser a coisa mais importante - se bobear, a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.

NINGUÉM SAI - A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções.


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domingo, 20 de novembro de 2011

Por que Jesus foi batizado se não tinha pecado?



O batismo de João era batismo de arrependimento. Jesus veio de Nazaré da Galiléia, a cidade rejeitada pelos judeus. Ele não vem da Judéia nem da aristocracia religiosa de Jerusalém.  Agora surge a pergunta: Por que Jesus foi batizado se não tinha pecado?  Ele foi batizado por causa da natureza do seu ministério, porque identificou-se conosco e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós (Is 53.6).

Primeira, o batismo de Jesus foi o momento da decisão.
Durante trinta anos, Jesus viveu como carpinteiro na cidade de Nazaré. Desde a infância, entretanto, tinha consciência da sua missão. Aos doze anos, já alertava José e Maria acerca da sua missão. Contudo, agora era tempo de agir e iniciar o seu ministério. Seu batismo foi o selo dessa decisão.
Segunda, o batismo de Jesus foi o momento da identificação.
Jesus veio ao mundo como nosso representante e fiador. Ele se fez carne e habitou entre nós. Ele se fez pecado e maldição por nós (2Co 5.19-21). Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados (1 Pe 2.24). Ele não foi batizado por pecados pessoais, mas pelos nossos pecados imputados a ele. Jesus foi batizado a fim de expressar sua identificação com o povo.
Terceira, o batismo de Jesus foi o momento da aprovação.
Quando Jesus saiu da água, o céu se abriu, o Pai falou e o Espírito Santo desceu. Ali estava a Trindade referendando seu ministério. O Pai afirmava sua filiação e declara que em Jesus e na sua obra Ele tem todo o seu prazer. A pomba deu sinal do término do julgamento após o dilúvio na época de Noé. A pomba agora dá o sinal da vinda do Espírito Santo sobre Jesus, abrindo-nos o portal da graça.
Quarto, o batismo de Jesus foi o momento da capacitação.
Nesse momento o Espírito Santo desceu sobre Ele. Ele foi cheio do Espírito Santo. Jesus como homem precisou ser revestido com o poder do Espírito Santo. Ele foi batizado com esse poder no Jordão. Ele foi guiado pelo Espírito ao deserto. Ele retornou à galiléia no poder do Espírito Santo. Ele agiu no poder do Espírito Santo na sinagoga. Ele foi ungido pelo Espírito para fazer o bem e curar todos os oprimidos do diabo (At 10.38).
Nele, que cumpriu toda a justiça de Deus
Pr Marcelo Oliveira

sábado, 19 de novembro de 2011

MEDITAÇÕES SOBRE O PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL (Leia 1 Samuel 3:1-21)


Então, veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve
(1 Samuel 3:10).


Desde a infância, Samuel pertencia ao Senhor, a quem servia. Mas lhe faltava um conhecimento pessoal do Senhor e da mensagem de Sua Palavra (v. 7). É possível ser salvo, alegrar-se com isso, e ainda não ter um conhecimento pessoal e íntimo do Salvador. Esse era o caso de Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42:5). Esse é o caso de muitos jovens. Eles devem pedir a Deus que lhes conceda uma experiência pessoal com o Senhor.

Deus ainda está falando! Não mais em visões, mas em Seu santo Livro escrito para cada um de nós. A atitude de Samuel é a mesma que precisamos ter ao abrir nossa Bíblia: “Fala, porque o teu servo ouve”.
Além de ouvir, devemos obedecer prontamente a tudo quanto o Senhor nos disser para fazer.
Eli ouviu a solene palavra que seu jovem servo lhe falou. Ele também manifestou submissão ao dizer: “É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver” (v. 18). Infelizmente, já era tarde demais!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para conter crescimento do cristianismo, muçulmanos criam rádio com falsa mensagem cristã


Uma organização do Irã planeja criar uma emissora de rádio via internet denominada “A voz de Cristo” para responder aos muçulmanos, perguntas relacionadas ao cristianismo. A “Haghighat-e-sabz-e-Gilan” (A verdade verde de Gilan), responsável pela iniciativa recentemente anunciada, afirma que o objetivo é reforçar a importância do Islamismo, mostrando sua superioridade em relação ao cristianismo.
A agência de notícias cristãs Mohabat News informa que essa organização foi recém criada, para segundo o líder, Mohammad-Reza Mahboob “identificar os principais ensinamentos religiosos sobre o Islã e o Cristianismo, e ser sensível às questões religiosas”.
Mahboob está organizando uma série de conferências denominada “A jornada do Cristianismo ao Islamismo”, pois haveria uma quantidade considerável de jovens muçulmanos interessados em conhecer o estilo de vida ocidental e a religião cristã. Na conferência, planeja-se mostrar testemunhos de pessoas que eram cristãs e se converteram ao islamismo.

Especula-se que essa iniciativa seja uma tentativa de tirar a atenção do caso do Pastor Yousef Nadarkhani, que foi preso sob a acusação de apostasia do islamismo, e tem seu caso sendo analisado pelo Tribunal de Gilan. Outro ponto observado é que essa emissora de rádio e os eventos organizados pretendem reduzir a rejeição dos jovens iranianos à religião islâmica.


Fonte: Gospel+ / Blog do Lucas

A ação do Espírito Santo na vida da igreja


A ação do Espírito Santo na vida da igreja

Estudo Bíblico sobre: "Espírito Santo na vida da igreja"
A ação do Espírito Santo na vida da igreja
Referência: Zacarias 4.6
Sem a ação do Espírito Santo não haveria nenhum crente e nenhuma igreja existiria.
O Espírito Santo é quem aplica a obra de Cristo em nosso coração. Ele é quem gera vida: biológica e espiritual.
I. A NECESSIDADE DE SE ESTUDAR SOBRE O ESPÍRITO SANTO
O Credo Apostólico dá pouca ênfase ao Espírito Santo. Diz apenas: “Creio no Espírito Santo”, mas nada fala de seus atributos nem de suas obras.
No período dos pais da igreja e durante a Idade Média nenhum obra de vulto foi escrita sobre o Espírito Santo.
João Calvino foi chamado “o teólogo do Espírito Santo”. Ele teve uma visão orgânica da Pessoa e Obra do Espírito Santo, embora não tenha escrito nenhuma obra específica.
O puritano inglês, John Owen, maior teólogo da Inglaterra, escreveu uma obra clássica sobre o Espírito Santo.
Abraham Kuiper, teólogo, político e educador holades, escreveu uma obra de grande vulto sobre o Espírito Santo e disse: “Se os ministros não derem crédito à obra do Espírito Santo, darão pedra em vez de pão ao seu rebanho”.
John Stott diz que o maior problema da igreja hoje é a polarização. Uns distocem a doutrina do Espírito Santo; outros só falam dela. Outros, ainda, apagam o Espírito.
J. I. Packer, no seu livro Na Dinâmica do Espírito, falou que o Espírito Santo tem o ministério do holofote. Disse ele: “O Espírito age como um holofote oculto que focaliza a sua luz no Salvador, fazendo-o resplandecer. A mensagem do Espírito para nós nunca é: olhe para mim; escute-me; venha a mim; conheça-me; mas sempre é: olhe para Jesus e veja a sua glória; ouça-o e escute as suas palavras; vá a ele e tenha vida. Conheça-o e prove o seu dom de alegria e paz.
O Espírito é o aplicador da obra de Cristo. Sem o Espírito Santo a obra de Cristo não poderia nos valer. Ilustração: Uma pessoa pode morrer dentro de uma farmácia se o remédio eficaz para a sua cura não lhe for aplicado. A obra do Espírito Santo é tão importante como a obra de Cristo.
Hoje, quando se fala no Espírito Santo, quase só se pensa em dons, especialmente os dons de sinais. Não se pode restringir a ação do Espírtio Santo aos dons. Não somos apenas carismáticos, somos pneumáticos.
II. A NECESSIDADE DE SE REINFATIZAR A AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DA IGREJA
1. No século XVII surgiu um grande conflito: um grupo que depois foi cognominado de QUAKES afirmava que “nada importava a não ser a autoridade do Espírito; nada importava senão a luz interior, a experiência íntima”. As Escrituras não eram necessárias. Isso é um engano. “O Espírito Santo dirá tudo o que tiver ouvido…” (Jo 16:13). O Espírito Santo nos guia pela Palavra.
2. Mas há um outro extremo: É negligência acintosa à autoridade do Espírito Santo na vida da igreja. Na Igreja apostólica, eles diziam: “Pois parecebeu bem ao Espírito Santo e a nós…” (At 15:28). Hoje, as eleições conciliares, com algumas exceções, já são decididas na véspera. Cada voto é disputasdo, é computadorizado. A oração pedindo a direção do Espírito é uma afronta à soberania do Espírito.
3. Quais as razões dessa negligência?
a) Nos meados do século XIX aconteceram grandes reavivamentos na Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda e Estados Unidos. As pessoas eram sensíveis ao Espírito Santo. As pessoas não estavam preocupadas consigo mesmas, ou com posição ou dignidade.
A idéia do culto solene – Logo depois, introduziu-se outra idéia e as pessoas começaram a falar acerca de um culto solene – a ênfase era a capacidade intelectual do pastor, mais importante do que sua consagração e enchimento do Espírito.
O medo do entusiasmo – O medo de cairmos no exagero e excesso de alguns segmentos evangélicos, levaram-nos ao medo das emoções. Não há cristianismo sem emoção. Vemos na Bíblia o choro pelo pecado. A alegria indizível e cheia de glória. Quem compreende a verdade e não se emociona nunca entendeu a verdade. J. I. Packer no seu livro Na Dinâmica do Espírito fala que não há nada mais solene do que um cadáver. Mas, ele está morto.
O medo do Espírito Santo – NO SPS quando os seminaristas se reuniam para orar eram vigiados com medo que se tornassem pentecostais. Dr. Oto Guanães Dourado disse que recebemos uma herança anti-pentecostal, anti-espiritual e anti-Espírito Santo.
Só o conhecimento da teologia não basta – Temos uma doutrina maravilhosa, mas se não for banhada pelo óleo do Espírito, tornamo-nos com a igreja de Éfeso, ortodoxa, operosa, mas sem amor.
4. Os esforços da igreja para recuperar a autoridade – A igreja tem consciência de que lhe falta algo. Essa falta não está em Deus, na Palavra, mas em nós. A igreja fala de poder, mas não tem poder.
a) A Palavra de Deus era a verdade na boca de Elias. Na boca de muita gente a Palavra de Deus não tem o poder da verdade.
b) O bordão profético na mão do Geazi não teve poder para ressuscitar o menino morto, mas na mão de Eliseu sim.
4.1. No final do século XVII e começo do século XVIII a igreja começou a sentir que estava perdendo sua autoridade:
Decidiram então FUNDAR UMA NOVA SÉRIE DE PRELEÇÕES. O objetivo dessas conferências era: defender a fé cristã e produzir um sistema de argumentos e apologética em defesa da fé.
Mas, não foram as preleções de BOYLE, nem as obras de BUTLER que restabeleceram a posição da igreja e restauraram a sua antiga autoridade. Foi através do Espírito Santo na vida de George Whitefield e John Wesley na Inglaterra e Jonathan Edwards, nos Estados Unidos. O que as preleções não puderam fazer o Espírito Santo fez.
4.2. No início do século XIX, a igreja sentiu mais uma vez a perda do poder. O que fazer?
Conferir mais autoridade ao pregador. Afastá-lo mais das pessoas. Precisa investí-lo de uma aura de autoridade. O pregador deverá vestir-se de uma maneria diferente. Puxaram-no para um lugar mais alto, o altar. Assim as pessoas o escutariam.
Mas o poder não veio por este canal. Veio quando o Espírito Santo foi derramado em 1857 na América. Foi Deus intervindo com o seu Espírito e não as tentativas dos homens que reergueram a igreja.
Hoje estamos a perguntar: como podemos atingir as massas que estão lá fora? Como causar impacto? Publicidade? Propaganda? Preocupação social mais ativa? Fazer mais uso do rádio e TV. O método de Deus é o mesmo: através do poder do seu Espírito.
III. A NECESIDADE DE SE CONHECER O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DA IGREJA
1. O Espírito Santo é quem nos convence de pecado (Jo 16:9)
Não há arrependimento sem a ação do Espírito Santo.
Tem havido pouca convicção de pecado em nosso meio. Falta lágrimas de arrependimento. Falta tristeza pelo pecado.
Há muito ajuntamento e pouco quebrantamento. As pessoas não gostam de ser confrontadas. Exemplo: Prega sobre os judeus, não há nenhum aqui.
Evan Roberts: Senhor, dobra a minha vida.
2. O Espírito Santo é quem nos regenera (Jo 3:5,8; Tt 3:5; Ez 37)
O Espírito Santo é livre – Ele sopra aonde quer. O Espírito Santo onde jamais sopraríamos. Ele apanha as coisas loucas para envergonhar as fortes. Exemplo: O colportor do Rio que foi convertido em Bangu I lendo um dos meus livros.
O Espírito Santo é soberano – Ninguém pode deter o vento. Ele chama e chama irresistivelmente. O Espírito Santo dirige, fala, escolhe, separa.
O Espírito Santo é incompreensível – Não sabes de onde vem nem para onde vai. Ele não pode ser domesticado, controlado.
O Espírito Santo é sobrenatural – O homem não pode soprá-lo nem produzí-lo. “O que é nascido da carne é carne”. O homem não pode mudar a si mesmo.
3. O Espírito Santo é quem nos santifica – (Lc 3:3-6; 2 Ts 2:13; 1 Co 6:11; Ef 1:4).
O Espírito Santo nos transforma. Não é reforma, apenas uma caiação, um verniz.
Stanley Jones diz que o maior inimigo do cristianismo é o subcristianismo.
Maratma Gandi disse: “No vosso Cristo eu creio, eu só não creio no vosso cristianismo”.
Estamos desesperadamente precisando de santificação. Os crentes estão vivendo como aqueles que não conhecem a Deus: no lar, nos negócios, no lazer.
4. O Espírito Santo transforma o nosso corpo em santuário e habitação de Deus (1 Co 6:19).
Êxodo 25:8 diz que Deus fez um santuário para habitar no meio do povo.
Esse santuário foi feito de acácia. Depois corpo de ouro. Lá estava a arca da aliança onde a glória de Deus se manifestava. Onde ia o santuário, ia transportando a presença de Deus. Deus habita em nós. Onde você vai, você vai transportando a presença de Deus.
Seu corpo é um templo. Sua vida um culto. Suas ações uma liturgia.
5. O Espírito Santo é o nosso intercessor espiritual (Rm 8:26-27)
O Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza. Temos fraquezas. A força não vem de dentro, mas do alto. Ele não nos escorraça porque somos fracos, mas nos assiste.
O Espírito intercede por nós: 1) Intensamente; 2) Agonicamente; 3) Eficazmente.
6. O Espírito Santo é quem nos dá vitória sobre o pecado (Gl 5:16,24)
Só mediante a força, o poder do Espírito Santo pode crucificar a carne com suas paixões e desejos. Só quando somos cheios do Espírito Santo podemos vencer o pecado que tenazmente nos assedia.
Se alimentamos o Espírito, vencemos. Exemplo: o cão preto e o cão branco.
7. O Espírito Santo é a fonte da vida abundante (Jo 7:37-39)
Deus tem para nós uma fonte que jorra para a vida eterna.
Jesus falou de rios de água viva que fluem do nosso interior.
Dwight Limman Moody e sua experiência de plenitude.
Os crentes que foram cheios do Espírito Santo no Pentecoste viveram uma vida superlativa, abundante: oração, Palavra, comunhão, testemunho.
8. O Espírito Santo é a garantia da nossa Salvação (Ef 1:13-14)
O Espírito é o selo: Propriedade + Inviolabilidade + Autenticidade.
O Espírito é o penhor: garantia + anel de noivado.
9. O Espírito Santo é quem nos dá poder (Lc 3:16; 3:21-22; 4:1; 4:14; 4:17-18; 24:49; At 1:3-5,8; 2:4; 4:8; 4:31; 1 Co 2:3-5; 1 Ts 1:5)
Jesus não abriu mão do poder.
A igreja apostólica não abriu mão do poder. Os discípulos já eram regenerados. Eles já possuíam o Espírito Santo, mas eles não estavam cheios do Espírito Santo. Eles precisavam ser revestidos com o poder do Espírito Santo.
Nós, que cremos, também temos o Espírito Santo, mas precisamos do revestimento do poder para testemunhar, para viver, para morrer, para perdoar, para fazer a obra (Zc 4:6).
A ordem de Deus é: enchei-vos do Espírito: Imperativo + Plural + Voz Passiva + Presente Contínuo.
CONCLUSÃO
Conclamo a nossa igreja a honrarmos o Espírito Santo.
Temos pecado contra o Espírito:
a) Temos entristecido o Espírito – quando o desobedecemos, quando não seguimos sua direção, quando quebramos a comunhão, quando proferimos palavras torpes.
b) Temos apagado o Espírito – quando tiramos o combustível que o alimenta: Palavra, oração.
Conclamo a igreja a vivermos no Espírito, a andarmos no Espírito, a seguirmos a direção do Espírito, a exercermos os dons do Espírito, a produzirmos o fruto do Espírito, a sermos cheios do Espírito, a sermos reavivados pelo poder do Espírito! Amém!